O relógio marca sete da noite, o baile começou.
Ninguém sabe quando o baile irá acabar, mas todos sabem que quando acabar todos terão que retirar suas mascaras.
Ouve-se o som do violino desafinado, duas melodias soando ao mesmo tempo.
Pessoas dançam, ninguém conhece ninguém e ninguém viu o rosto de ninguém.
É o baile de mascaras a todo vapor.
Pessoas bebem, pessoas dançam, pessoas interpretam papéis.
O relógio marca nove horas o baile parece estar no ápice.
Homens e mulheres dançado, todos estão mascarados, uma mascara mais linda que a outra.
Não se preocupe é apenas o baile de mascaras e todos estão se divertindo.
Vejo smokes elegantes muito uísque e muita musica. Este é o baile de mascaras.
O relógio marca dez horas, o baile está ficando apático.
Todos dançavam conforme a música, mas o que é isso aquela dama não sabe dançar?
Ridicularizada por todos esta tirou sua mascara e a jogou no chão antes do término do baile e todos ali viram seu belo rosto.
Aquele cavalheiro não está sóbrio, expulsem o do baile! Dizia o elegante dono da festa cobrindo o seu rosto com uma mascara rubra.
O baile continua e aos poucos os errantes que ali estavam eram expulsos como cães ao invadir a cozinha.
O músico que não sabia tocar também foi expulso do baile.
Não se preocupe é apenas um baile de mascaras.
O relógio marca meia-noite, o dono do baile manda parar a música e diz para todos retirarem suas mascaras.
Um a um todos retiram suas mascaras, uma surpresa para cada homem e mulher que mostrara suas verdadeiras faces.
O herói era um vilão, e o vilão era um herói.
O anjo era um demônio e o demônio um anjo.
Mas ao final do baile todos tinham seus rostos desfigurados, aqueles que tanto julgavam não tinham nem ao menos a coragem de se olharem no espelho.
Viva o baile de mascaras, viva o baile que insiste em não acabar.
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