sexta-feira, 11 de março de 2011

Domesticação humana.



Nesta noite tempestuosa mais um ser humano vem ao mundo.
Não, nesta noite tempestuosa mais um numero vem ao mundo.
Desde pequeno ele é domesticado como um cão.
Com uma mente ensinada pelo preconceito de seus pais e com a hipocrisia da sociedade.

Oh ele nasceu em um pais livre! Mesmo assim a família impôs sua religião.
Pula, senta, deita, rola, finja-se de morto!
O garoto cresceu: “comporte-se meu filho se não o papai Noel não irá trazer a sua bicicleta”.
“Tudo bem papai”
“Nossa como você está crescendo! Coloque este dente de leite em baixo do travesseiro; quando estiver dormindo a fada dos dentes virá e trocará seu dentinho por uma moeda”.

O garoto continuava crescendo, agora ele descobriu que não existe papai Noel e nem fada dos dentes.
“Que palavra feia meu filho isso não se diz; agora se ajoelhe e reze sete ave-Marias e dez pai nossos, agora!”
O pobrezinho não sabia porque fazia isso, só sabia que teria que fazer se quisesse ir para o céu.

O menino agora é um homem, um homem domesticado.
Assiste aos noticiários todas as noites, trabalha, trabalha e trabalha, mas o dinheiro nunca era suficiente.
Culpava sempre o governo e sempre rezava por dias melhores.
Em suas conversas com amigos sempre dizia que era contra qualquer tipo de preconceito, mas no fundo era racista, homofóbico, machista, xenófilo e ainda por cima pedófilo nas horas vagas.
 E agradecia aos pais por sua maravilhosa educação. “Faça o que eu digo e não o que eu faço”
“Diga-me com quem andas e eu te direi quem és”
“Pergunte primeiro e atire depois, mas lembre-se sempre faça o que eu digo não o que eu faço”
“Não de muita importância ao dinheiro e ame a Deus acima de todas as coisas,
 mas faça o que eu digo não o que eu faço meu filho e não o que eu faço!”

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