sexta-feira, 11 de março de 2011

Matando a minha alma.



Aqui estou em mais um dia.
A mesma rotina imutável se repete, Oh vida programada!
Alguém pode me dizer o que está havendo comigo?
Eu não sinto mais dor, eu não sinto mais prazer.
Onde está o ódio? E aonde foi que o amor se escondeu?

Onde está o Deus para quem eu rezei a vida toda?
Acho que eu perdi a minha fé.
Para onde foi o sentido da minha vida?
Para onde foram todas as minhas esperanças?
E porque agora eu olho para o mundo com indiferença?

Eu não consigo mais chorar, minhas emoções foram diluídas.
Agora só me resta uma coisa: A incontrolável vontade de me entorpecer.
Vejo que a heroína é a única coisa que ainda me salva de vez em quando.
Eu não tenho vontade de morrer, mas também não sinto mais vontade de viver.
Vejo então que eu me tornei um verdadeiro discípulo do homem morto.

Porque eu não importo com mais ninguém, nem comigo mesmo.
Eu olho para o céu e espero por uma ajuda, mas a única coisa que vem do céu e a chuva.
Uma chuva fria que lembra o retrato da minha vida.
Então eu corro o mais rápido que posso, corro para a luz dos perturbados.
Depois de tanto correr até me cansar eu pude perceber...
Que depois que você se foi, eu matei a minha alma.

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