Outra noite em que eu passo em claro.
Há bilhões de pensamentos voando em minha cabeça.
Palavras que foram ditas anos atrás, vivas como se fossem de segundos atrás.
Sinto vontade de gritar, de mostrar ao mundo o tamanho de minha revolta.
Reclamo de Deus, reclamo do diabo, reclamo da minha vida de tudo e de todos.
No fundo eu sei que a culpa é minha... A maior parte dela pelo menos.
Reclamo de mim pelas coisas não serem da forma que eu desejava.
Sinto raiva das pessoas por não dizerem o que pensam.
Sinto raiva das pessoas quando dizem uma verdade que não me agrada.
Eu fui até o túnel e voltei e não vi nenhuma luz, talvez eu não tenha ido até o fim do túnel.
Não importa quão bem eu esteja sempre haverá algo para eu me queixar.
Não consigo esquecer meus problemas.
Eu não consigo esquecer palavras que foram ditas há tempos atrás.
Volta e meia eu questiono, quem fizera a vida se tornar algo tão abominável?
No final das contas fomos eu e você.
Para que pedir perdão pelos seus pecados, se cometerá o mesmo pecado novamente?
Para que prometer se não poderá cumprir com sua palavra?
Para que expor sua opinião se ela muda como o vento?
Cada vez mais que eu analiso minha propia espécie, eu entendo menos sobre ela.
Às vezes penso que um leão faminto possa ser mais confiável que um ser humano.
Talvez eu esteja perturbado e incrédulo.
Talvez haja mesmo uma luz no fim do túnel...
Então eu estarei disposto a ir até lá novamente só para ver...
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