segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quando as estrelas caíram do céu

Eu me lembro perfeitamente.
A lembrança da dor que senti é muito forte...
Um corte profundo que fizeram.

Eu achava que era forte.
Pensava eu que era invencível.
Até que... Até que as estrelas caíram do céu.
Foi então que pude perceber que eu não tinha nada.

Foi quando eu percebi que não era tão forte quanto pensava.
Fui vitima de minha própria ilusão.
Derrotado por minha arrogância diante do olho da pirâmide.

Mergulhei dentro de mim mesmo, tão fundo onde a luz não poderia chegar...
E não havia nada.
Desconfiando agora de minha própria força, me recupero do ferimento.

Uma revolta em meu mundo interno,
Uma revolta da qual tento trazer para o mundo externo.
Que quando chega não faz o menor sentido.
A motivação de uma batalha...
Tudo para poder voltar a olhar para o teto despreocupadamente.

Desnorteado pela luz artificial.
Sendo obrigado a engolir um orgulho que entalou em minha garganta.
Tentando provar a mim mesmo o quanto ainda sou forte...
Lamentando por aqueles jovens que foram cegados pela luz artificial.
Lamentando por aqueles que foram manipulados pelo olho da pirâmide.

As estrelas caíram do céu; as estrelas que caíram me trouxeram uma motivação.
Então me levanto novamente o corte parece ter cicatrizado.
Ouça o som do bater das asas;
A fênix renasce das cinzas mais uma vez...

Trem desgovernado.



Eu sou um trem, um trem desgovernado.
Sem limites, destruindo tudo a minha frente.
Eu não sei como nem quando, só sei que perdi o controle.
Então faça o favor de não ficar em meu caminho.

A cem por hora agora a duzentos.
Nada me faz reduzir.
Nada está me fazendo parar.
Porque eu sou um trem desgovernado.
Cujo maquinista está dopado.

Não seguindo a linha certa, continuo desgovernado.
Não parando nas estações, continuo desgovernado.
As pessoas estão assustadas; mas continuo correndo sem se importar com nada.

Eu não consigo parar, meus vagões estão se desprendendo!
Espero que a eletricidade ou o combustível acabe.

Continuo sem limites atropelando tudo em minha frente.
Seguindo minha linha para algum lugar...
Eu sou um trem desgovernado correndo a duzentos por hora.
Eu sou um trem desgovernado, seguindo caminho para um desfiladeiro.



A verdade indiscutível



Um homem não tem uma resposta exata para uma determinada questão, então começa a questionar e procura esta verdade no mundo dentro e fora de si mesmo.
Enfim depois de muito pensar e conseguir “provas” encontra uma resposta, ou uma verdade; acaba fazendo desta uma teoria, deposita sua fé em sua própria teoria, a defende com unhas e dentes e depois ele resolve apresentar sua “verdade” ao mundo. Geralmente a faz em forma de um livro que na maioria das vezes em algum trecho tem a seguinte frase: “A verdade e que...” de fato ele encontrara a verdade...
     O que aconteceria se nós vivêssemos em um lugar onde não houvesse uma base para o nosso conhecimento, ou melhor, dizendo, se não houvesse nenhuma forma de conhecimento pré-estabelecido?
Primeiramente cada ser humano seria obrigado a pensar por si próprio e provavelmente alguns chegariam, tirariam suas conclusões primeiro que outros.Alguns chegariam em uma mesma conclusão enquanto outros chegariam a diferentes respostas.
E o que aconteceria depois? Certamente por causa da individualidade de nossa natureza alguns indivíduos tentariam provar a exatidão de sua resposta e tentariam impor sua verdade aos demais, este ato por sua vez acabaria por encadear um conflito, uma guerra de pensamentos.
Então após algum tempo surgiria uma nova geração, esta geração diferente de sua antecessora teria algumas bases de conhecimento sendo assim restaria três opções a escolher: aceitar e seguir uma das formas de conhecimento criada pela geração anterior, aceitar e aprimorar uma das formas de conhecimento da geração anterior ou criar uma nova “verdade” com ou sem uma base.
O individuo que escolheu a primeira opção não teve muitos problemas, já aquele que acabou por escolher a segunda opção teve mais dificuldades, pois teve que fazer uma analise mais critica sobre a verdade que escolhera, já o indivíduo que ficou com a terceira opção simplesmente acabou por criar um novo caminho, uma nova teoria uma verdade individual como todas as outras.
Uma nova geração chega, assim com sua antecessora esta geração também escolherá uma das três opções, provavelmente coma guerra de pensamentos algumas teorias criadas pela primeira geração não existiram mais ou não terão nenhum sentido, novamente o ciclo recomeça... Então um certo individuo que escolhe a terceira opção resolve entrar nesta guerra de pensamentos este com uma percepção diferente acaba por colocar um fim na guerra de pensamentos. Isso acaba fazendo com que mais indivíduos que escolhem a primeira opção sigam esta nova teoria criada, que por sua vez parece fazer mais sentido que as outras existentes.
Geração após geração este ciclo continua, com cada ser humano tendo entre três opções a escolher; então um determinado individua de uma determinada geração escolhe a segunda opção, este com uma percepção avançada e depois de tanto questionar resolve destruir o edifício de idéias que escolhera, após fazer isso começa uma nova guerra de pensamentos e descarta todas as teorias existentes.
Este voltando à estaca zero cria uma nova teoria, um novo caminho e mais uma vez indivíduos que escolhem a primeira opção aceitam e seguem esta nova verdade... Sendo assim um novo ciclo começa, um ciclo igual ao anterior com uma nova guerra de pensamentos, teorias que terão validade, teorias que terão sido descartadas, tudo isso para encontrar uma verdade universal indiscutível.
De fato eles encontraram uma verdade universal indiscutível?
Eu diria que sim, pois a chamada verdade universal é algo totalmente instável, portanto cada época possui a sua verdade indiscutível, isso significa que a “verdade” que nós vivemos nesta geração não será a mesma verdade da próxima geração.
A nossa forma de pensar não é algo que depende apenas de nós mesmos, mas sim de outros fatores como o lugar que nós vivemos, a época, as pessoas com que convivemos entre outros fatores e expoentes; assim como nas gerações anteriores nós também escolhemos entre as três opções, quando escolhemos a segunda opção estamos construindo uma pequena parte de um enorme edifício para os indivíduos da próxima geração que escolheram a primeira ou a segunda opção e estaríamos dando um incentivo para que outros indivíduos da próxima geração possam escolher a terceira opção; e quando escolhemos a terceira opção estamos criando novos caminhos para os indivíduos de uma geração sucessora a nossa que escolherem a primeira e a segunda opção.
Então pode se concluir que a verdade indiscutível é algo que está dentro de nós seres humanos, algo instável que está sempre se modificando geração após geração; ontem havia uma verdade, hoje há uma verdade e amanhã com certeza também haverá uma verdade; afinal de contas em toda a minha vida eu nunca encontrara nada que se comparasse a exatidão dos números.

Nota do autor: Espero que consigam ler este texto até o final e que entendam seu conteúdo, e nem preciso dizer que este texto é apenas uma teoria.

Três mil e novecentas luas



Depois de mais de três mil e novecentas luas,
Os mundos perdem suas cores.
Os rios secam, as folhas das arvores não crescem mais novamente.

Não há mais nada para se preocupar, a não ser com si mesmo.
Quando você olha para trás vê sucessos e fracassos, vitórias e derrotas.
Mas, quando olha para frente não há nada além da densa escuridão.
Nada parece mais funcionar como antes.

Alegrias escassas, melancolia freqüente e isso mesmo que nos resta,
Depois de três mil e novecentas luas?
Todas as conquistas fizeram com que tudo fizesse sentido?
Olhe para si mesmo e responda.

Depois de três mil e novecentas luas, todos estão indo embora.
Como são mal agradecidos!
A cada dia, a cada lua, as trevas se aproximam cada vez mais.
Por favor, não se assuste é apenas um processo natural,
Todos passarão por isso algum dia.

Não adianta correr, o que te fez pensar que não chegaria a sua vez?
Será apenas um grão de areia que será levado pelo imenso oceano.
Mas antes de receber a elegante dama de preto.
Pise em cima de seu próprio orgulho e tente consertar aquilo que está errado.

Infelizmente o processo é irreversível, daqui para frente apenas piora.
Você escolhera este caminho e o caminho que escolhera o levou a este lugar sombrio,
Mas erga a cabeça, você fez tudo que deveria ter feito;
Agora suba no ponto mais alto que encontrar e receba a elegante dama de preto com dignidade.

Olhando para o teto.

Volta e meio quando acabo de emergir do mar negro de pensamentos,
Do qual eu estava mergulhado..
Encontro-me vazio...

Tudo que fiz e que ainda penso em fazer,
Sonhos, sonhos e mais sonhos.
Eu sonho com um paraíso mesmo a realidade sendo um inferno.
Como todo homo sapiens eu sou um ser extremamente relativo.
Não, eu não sou um bipolar.
Eu não acho que seja alguém volúvel.

Vazio, mas não tão vazio, pois eu me dei conta que sou um vácuo ambulante.
Contradições? Quem nunca caiu em contradições em sua alegre vida?
Sou apenas um humano, não sou nenhum Jesus Cristo, nenhum um Buda.
Assim como outros bilhões eu fora jogado em um labirinto, num mar de incertezas.

Quantos homens se dizem saber a verdade?
Quantos mataram e morreram por suas verdades?
Atrás de mim civilizações floresceram e ruíram; quase sempre pelos mesmos motivos.

A minha frente tudo está escuro, tudo ainda está por ser construído.
No baile de mascaras, quero muito ver os rostos das pessoas.

Tudo está desmoronando, as estrelas estão despencando do céu.
Você não é nada, eu não sou nada.
Meras formiguinhas em um grande formigueiro.
Então eu me pergunto, alguma formiga fizera uma rebelião para tirar a rainha do poder?

Isso que vocês chamam de benção é realmente uma benção?
O próprio Deus se arrependeu de criar o ser humano.
Aquele primata nunca deveria ter evoluído.
Sombras e esboços.

Estamos todos perdidos.
Uma imagem e semelhança de Deus, um barco de genes navegando pela vida.
A força que rege o universo, seis mil, não 5,4 trilhões não, 134 trilhões...
Como eles tem tanta certeza?

Então agora olho para o teto
Estou vazio...
Sinto-me flutuando, não é um trauma.
Estou apenas sem nada melhor para fazer.

Pessoas normais.



O jogo começou...
Então coloque uma venda em seus olhos, tampe seus ouvidos.
Siga seu caminho sem se importar com nada, sem questionar.
Diga que é livre, trabalhe, compre, vote, reze.
Vamos, este é o caminho mais fácil.

Crucifiquem aqueles que dizem que você
É apenas um peão no jogo da elite.
Chame de loucos aqueles que despertaram e não acredite em nada do que eles disserem,
Pois isso é coisa de louco e você é uma pessoa normal.
Então... Continue sonhando.

Vamos relaxe se distraia, se entregue de corpo e alma a elite global.
Siga a moda da novela das oito, assista as noticias selecionada,
Ligue o mp3 e escute o funk do pitbull, nada de musicas que faça você refletir.
Agora esqueça um pouco de sua vida e cuide da vida alheia,
Seja intolerante e apedrejem os loucos, mas tente ser hipócrita também;
Mas nunca de ouvido a estes loucos!

Com a criação na base do faça o que eu digo e não o que eu faço,
Transforme seus filhos em marginais.
Agora leia livros sobre magos para se sentir alguém “espiritualizado”
E não se esqueça de consultar o horóscopo diariamente.
Enfim você acaba de se tornar uma pessoa normal. Meus parabéns
Seja livre e siga todos estes mandamentos que serás muito feliz.

Hora do suicídio.

Bem antes de o sol nascer, em uma cidade caótica.
Ouve-se o som do disparo de um revolver.
Um som que ecoa pela floresta de concreto.
Alguém morreu e esse alguém acaba de se suicidar.
Em um momento racional ele enfiou o projétil no crânio.
Mais uma vitima do jogo desumano e de sua própria alienação.

“Covarde!” Era o que todos diziam.
Não ele nunca fora um covarde, tolo talvez, mas não um covarde.
Muitos sentem vontade de fazer a mesma coisa,
Mas são poucos que tem a coragem.
Talvez porque sente algo inútil dentro de si chamado esperança.

Mesmo depois de morto todos se puseram a crucificar o individuo;
Que já estava morto.
É fácil julgar alguém quando não se está na pele do acusado.
Ninguém sabia o que se passava com ele, mas mesmo assim...
Todos o apedrejaram, mas porque eles tanto julgam se eles nem ao menos se importam?
Acho que minha inteligência não me permite entender esse comportamento.

Já que é para cada um cuidar de sua vida.
Ele cuidou da vida dele da melhor forma que pode, afinal ele não matou ninguém além de si mesmo.
Mesmo não encontrando uma saída, ele foi corajoso.
Então se pode dizer que ele encontrara uma saída; uma saída definitiva.

A este nobre homem eu lhe devo.
O meu respeito, a minha admiração e minha compaixão.

Guerra civil.

A aliança se formou.
Tudo parece ser um show de rock’n roll.
Oh, nós estamos unidos.
Não estamos todos separados.

Preparados para uma guerra, para o que der e vier.
Vejo que a coletividade aqui se contrapõe com a individualidade.
Eles não acreditam no perigo quase eminente,
Pois para eles não há nenhuma guerra, apenas um show de rock’n roll.
Parece que nós estamos vivendo e acreditando em uma coisa só
A guerra civil.

Agora eu questiono a sabedoria popular; a união faz mesmo a força?
Ou a união nos limita mais do que já somos limitados?
Porque estamos atirando uns nos outros?
Isto não é um duelo!
Não é mais fácil ninguém atirar em ninguém?

Como conspiradores de merda que como fachada tentam unir ciência e religião,
Inutilmente eu tento unir a individualidade com a coletividade.
Por favor, vamos parar com esta guerra civil,
Não percebem que estamos nos destruindo, pode parecer tolice,
Mas nós somos uma alcatéia, uma alcatéia de lobos solitários.

Cada um com sua individualidade,
Tentando impor sua fé da semana aos demais, mas no final das contas
Nos amamos e nos odiamos, problemas e teorias,
Fatores e esponte, mas esta operação não chega a um produto,
Não chega a uma síntese.
Mas no final das contas, eu sei...
Somos apenas um bando de garotos confusos, problemáticos e infelizes.

Guerra civil.



A aliança se formou.
Tudo parece ser um show de rock’n roll.
Oh, nós estamos unidos.
Não estamos todos separados.

Preparados para uma guerra, para o que der e vier.
Vejo que a coletividade aqui se contrapõe com a individualidade.
Eles não acreditam no perigo quase eminente,
Pois para eles não há nenhuma guerra, apenas um show de rock’n roll.
Parece que nós estamos vivendo e acreditando em uma coisa só
A guerra civil.

Agora eu questiono a sabedoria popular; a união faz mesmo a força?
Ou a união nos limita mais do que já somos limitados?
Porque estamos atirando uns nos outros?
Isto não é um duelo!
Não é mais fácil ninguém atirar em ninguém?

Como conspiradores de merda que como fachada tentam unir ciência e religião,
Inutilmente eu tento unir a individualidade com a coletividade.
Por favor, vamos parar com esta guerra civil,
Não percebem que estamos nos destruindo, pode parecer tolice,
Mas nós somos uma alcatéia, uma alcatéia de lobos solitários.

Cada um com sua individualidade,
Tentando impor sua fé da semana aos demais, mas no final das contas
Nos amamos e nos odiamos, problemas e teorias,
Fatores e esponte, mas esta operação não chega a um produto,
Não chega a uma síntese.
Mas no final das contas, eu sei...
Somos apenas um bando de garotos confusos, problemáticos e infelizes.

Masoquistas do sistema.



Lá estão eles, os senhores e senhoras da liberdade.
Contra o sistema, contra o consumismo contra a manipulação, contra a religião.
Ao lado da deusa anarquia; eles marcham para mais uma batalha.
As intenções deles são as melhores possíveis...
Só boas intenções não bastam.

Eles lutam por igualdade, lutam por liberdade,
E pelo fim da droga chamada poder.
Eles dizem que não seguem regras; apenas uma na qual devem dizer não seguir regras.

Sim eles são o futuro, mas se recusam a construir um futuro melhor.
Então não fazem outra coisa a não ser falar mal, reclamar e brigar com fascistas.
Dancem conforme a musica que o estado pos para tocar!
Vitima de sua própria ideologia, uma ideologia que os limita e;
Um orgulho que os impede de tomar uma ação eficaz.

Um mundo melhor, uma utopia.
Chocando a sociedade e gritando!
Ninguém escuta seus gritos, ninguém escutou os meus gritos.
Os golpes que você dão no sistema são como cócegas.

Uma vida inteira lutando.
Uma vida inteira de revoltas que não fazem milagres.
Uma vida toda de lutas sem resultados.
Uma coleção de cicatrizes, morrendo de pneumonia nas madrugadas frias.
Esta é a liberdade que vocês tanto pregam?
É esta é a verdadeira essência do movimento?         


Homem maquina.

Aluguem já disse uma vez que o tédio é só invenção dos habitantes das cidades
Eu não posso dizer o mesmo da rotina,
Uma rotina que nos mata pouco a pouco.
E é nesta rotina assassina que ele aparece.
O homem maquina, basta à rotina sufocar para ele acordar.

Ele não se importa com nada.
Vive apenas por viver, pensa apenas por pensar,
Ele segue a linha sua programação.
Come apenas por comer, bebe apenas por beber.
Trepa apenas por trepar.
Este é o homem maquina, ele pensa nas mesmas coisas todos os dias,
E faz as mesmas coisas todos os dias.

Dia após dia esta rotina nos consome,
Uma verdadeira prisão mental,
Da qual é quase impossível sair.
Esperando pelo fim da programação...

Este é o homem maquina.
Rico ou pobre, ativo ou sedentário, tudo é uma só uma programação.
Uma nova programação aparece.
Mas tudo quanto é novidade dura pouco e logo se torna um fato.

Não importa, quem você seja, em que você acredite ou onde você viva.
A rotina irá te pegar; é o homem maquina tomará conta de você.

DEFINIÇÃO:YURI SANTIAGO - Entre o oito vermelho.



Santa melancolia de cada dia o que temos para fazer?
“Nada” alguma voz responde dentro de mim.
Então resolvo trocar catorze minutos da minha vida por cinco de prazer.
E agora o que eu tenho pra fazer?
“Nada!”

Vejo minha alma morrendo pouco a pouco e não estou fazendo nada.
Vazio como o vácuo do universo, é assim que eu estou.
Já cansei de culpar a Deus, já cansei de culpar a mim mesmo,
Mas porque as coisas têm que ser assim?
“As coisas não tem que ser assim...” diz uma outra voz dentro de mim.

Então pego um oito vermelho e perco mais catorze minutos da minha vida.
Já estou cansado da maioria das pessoas verem apenas
Um esboço de quem realmente sou
Porque eu não consigo fazer nada?
Porque eu não sigo os meus instintos?
Porque eu tenho medo de tentar?
E porque eu tenho tanto medo assim de falhar?

Pego o ultimo oito vermelho, o bom e barato oito vermelho.
Condenado pelos falsos puritanos, pelos falsos moralistas;
E pelas pessoas que dizem ter bom senso.
Ninguém está na minha pele, ninguém sabe o que se passa comigo.
O oito vermelho não é a solução, mas também não é um problema para mim.
Então, calem a boca!

Acabam-se os oito vermelhos e a melancolia parece ficar mais forte.
Então me a ela me entrego totalmente; assim o meu mundinho gira,
Até que algo de esplendido aconteça...
Enquanto isso eu espero e lamento por não depender apenas de mim.

Nota do autor: oito vermelho é uma referencia a uma marca barata de cigarros com filtro vermelho chamada eight.
 

Corra por sua vida.



Você era um sedentário, vivendo uma vidinha feliz.
O seu tempo estava claro e não havia previsão de chuva.
Porque você achou que seria assim pra sempre?
O tempo sempre muda; aquelas nuvens negras não estavam lá antes.

Começou a chover.
A chuva se intensifica a cada minuto.
E vejo que você está sem guarda-chuva.
Deveria ter se preparado para isso, afinal o tempo não é imutável.

Agora a chuva se tornou uma tempestade.
Uma tempestade de raios.
Vejo que você não sabe o que fazer.
É melhor não ficar embaixo de nenhuma arvore.

Os ventos estão muito fortes, um furacão acaba de se formar.
Admita você está ferrado, observe o furacão dizimar tudo!
Então não lhe resta muito a fazer...
Corra, corra por sua vida, isso será muito divertido.
Vamos! Não pare de correr ou será o teu fim.

Enfim a chuva passou e o furacão se dissipou, veja o sol aparecer novamente.
Sua vida está salva.
Agora esteja preparado para a próxima chuva...
Ou para o próximo furacão.


Cansado de tudo.

Depois de tanto grita, vejo que eu perdi a minha voz.
Porque as coisas têm que ser assim? Eu me pergunto mais uma vez.
Devo admitir que a culpa não é minha desta vez.
Eu sou apenas uma vitima disso tudo.

Já cansei de criticar a vida.
Cansei de falar mal do sistema.
Eu já cansei de discutir com os robôs.
E cansei também de criticar a musica ruim de minha época.

Descobri depois de muita luta que a revolta não faz milagre,
E qualquer tentativa de mudar o mundo irá gerar conflitos e ao uso da força.
Assim descobri que tentar mudar o mundo é pura perda de tempo.
Porque as pessoas querem tanto consertar o mundo,
Se nem ao menos conseguem consertar a si mesmos e as suas próprias vidas?

Já cansei de falar mal de Deus.
Já cansei destes adolescentes imbecis que acreditam ser vampiros.
Desses egocêntricos que não sabem de nada, deste espírito megalomaníaco e prepotente!
Desta acetona a qual chamam de bebida.
Desta perseguição aos seres de franja, dessa fixação pelo bode do pentagrama.
Destes ratos da oakley, que adoram celulares.

Não eu não estou sempre certo,
E você também não, então não tente me impor suas verdades.
Não sou o responsável por suas frustrações.
Não venha me ameaçar, e não venha me crucificar.
A culpa não é minha!

Já cansei destes desocupados com suas teorias tentando prever o fim do mundo.
Dos sonhadores e dos destruidores de sonhos.
Dos covardes que não conseguem terminar o que começou.
Dos mentirosos que prometem algo sabendo que não poderá cumprir.
Dos hipócritas que se passam por algo que não são, para se sentirem alguma coisa.

Uso o meu livre arbítrio e minha razão, para não aceitar esta merda toda.
Pois para mim isso já é o suficiente, prefiro abster-me ao julgá-los.
Livre para se impor, livre par criticar, livre para ouvir aquilo que não desejava ouvir.
E é assim que o mundo gira.

Depois de tanto grita, descobri que o principal problema,
Não está no mundo externo, mas sim no mundo interno.

Ao “ditador” com amor.

Em uma vã tentativa de dominar o mundo você ficou doente.
Seus planos para o futuro não passam apenas de sonhos malucos
Seus truques baratos não me impressionam.

Por favor, pare de brincar de Deus, você não é nada.
Por favor, pare de iludir suas as marionetes;
Com a promessa de um paraíso que não existe.
Vitima do jogo da vida você se revoltou
E agora quer esta droga para justificar sua conduta.
Sabe de uma coisa? Eu não sou o culpado pela sua revolta,
Então não me coloque nestes teus sonhos megalomaníacos,
Pois eu prefiro ser um rei no inferno a um servo no teu paraíso.

Não espere a minha lealdade, eu não sou seu vassalo.
Não venha me dar ordens, eu não sou seu subordinado.
Não espere que eu me ajoelhe, tu não és uma divindade!

Sua droga não me seduz e seu dinheiro é uma nota falsa.
Eu não temo sua queima de arquivos.
Eu não temo suas historias de vampiros.
Eu não temo seus espíritos que não sabem de nada!
Então caro ditador pare de se esconder no escuro
E lute como um homem na luz do dia.