segunda-feira, 11 de abril de 2011

Hora do suicídio.

Bem antes de o sol nascer, em uma cidade caótica.
Ouve-se o som do disparo de um revolver.
Um som que ecoa pela floresta de concreto.
Alguém morreu e esse alguém acaba de se suicidar.
Em um momento racional ele enfiou o projétil no crânio.
Mais uma vitima do jogo desumano e de sua própria alienação.

“Covarde!” Era o que todos diziam.
Não ele nunca fora um covarde, tolo talvez, mas não um covarde.
Muitos sentem vontade de fazer a mesma coisa,
Mas são poucos que tem a coragem.
Talvez porque sente algo inútil dentro de si chamado esperança.

Mesmo depois de morto todos se puseram a crucificar o individuo;
Que já estava morto.
É fácil julgar alguém quando não se está na pele do acusado.
Ninguém sabia o que se passava com ele, mas mesmo assim...
Todos o apedrejaram, mas porque eles tanto julgam se eles nem ao menos se importam?
Acho que minha inteligência não me permite entender esse comportamento.

Já que é para cada um cuidar de sua vida.
Ele cuidou da vida dele da melhor forma que pode, afinal ele não matou ninguém além de si mesmo.
Mesmo não encontrando uma saída, ele foi corajoso.
Então se pode dizer que ele encontrara uma saída; uma saída definitiva.

A este nobre homem eu lhe devo.
O meu respeito, a minha admiração e minha compaixão.

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