segunda-feira, 11 de abril de 2011

Olhando para o teto.

Volta e meio quando acabo de emergir do mar negro de pensamentos,
Do qual eu estava mergulhado..
Encontro-me vazio...

Tudo que fiz e que ainda penso em fazer,
Sonhos, sonhos e mais sonhos.
Eu sonho com um paraíso mesmo a realidade sendo um inferno.
Como todo homo sapiens eu sou um ser extremamente relativo.
Não, eu não sou um bipolar.
Eu não acho que seja alguém volúvel.

Vazio, mas não tão vazio, pois eu me dei conta que sou um vácuo ambulante.
Contradições? Quem nunca caiu em contradições em sua alegre vida?
Sou apenas um humano, não sou nenhum Jesus Cristo, nenhum um Buda.
Assim como outros bilhões eu fora jogado em um labirinto, num mar de incertezas.

Quantos homens se dizem saber a verdade?
Quantos mataram e morreram por suas verdades?
Atrás de mim civilizações floresceram e ruíram; quase sempre pelos mesmos motivos.

A minha frente tudo está escuro, tudo ainda está por ser construído.
No baile de mascaras, quero muito ver os rostos das pessoas.

Tudo está desmoronando, as estrelas estão despencando do céu.
Você não é nada, eu não sou nada.
Meras formiguinhas em um grande formigueiro.
Então eu me pergunto, alguma formiga fizera uma rebelião para tirar a rainha do poder?

Isso que vocês chamam de benção é realmente uma benção?
O próprio Deus se arrependeu de criar o ser humano.
Aquele primata nunca deveria ter evoluído.
Sombras e esboços.

Estamos todos perdidos.
Uma imagem e semelhança de Deus, um barco de genes navegando pela vida.
A força que rege o universo, seis mil, não 5,4 trilhões não, 134 trilhões...
Como eles tem tanta certeza?

Então agora olho para o teto
Estou vazio...
Sinto-me flutuando, não é um trauma.
Estou apenas sem nada melhor para fazer.

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