Eu sou um trem, um trem desgovernado.
Sem limites, destruindo tudo a minha frente.
Eu não sei como nem quando, só sei que perdi o controle.
Então faça o favor de não ficar em meu caminho.
A cem por hora agora a duzentos.
Nada me faz reduzir.
Nada está me fazendo parar.
Porque eu sou um trem desgovernado.
Cujo maquinista está dopado.
Não seguindo a linha certa, continuo desgovernado.
Não parando nas estações, continuo desgovernado.
As pessoas estão assustadas; mas continuo correndo sem se importar com nada.
Eu não consigo parar, meus vagões estão se desprendendo!
Espero que a eletricidade ou o combustível acabe.
Continuo sem limites atropelando tudo em minha frente.
Seguindo minha linha para algum lugar...
Eu sou um trem desgovernado correndo a duzentos por hora.
Eu sou um trem desgovernado, seguindo caminho para um desfiladeiro.
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